1º Encontro de Meio Ambiente debate educação e adaptação climática nas escolas em Hortolândia
A Câmara Municipal de Hortolândia sediou, na manhã desta terça-feira (02), o 1º Encontro de Meio Ambiente, realizado no plenário do Legislativo. Com o tema "Educação e Mudanças Climáticas – Um Bate-Papo sobre Escolas Sustentáveis e Resilientes", o evento reuniu representantes do poder público, especialistas e profissionais das áreas de educação, meio ambiente e clima para discutir ações voltadas à preparação das escolas diante dos desafios das mudanças climáticas.
O encontro foi conduzido pelo vereador Nei Prazeres, autor do Projeto de Lei ECOA (Escolas com Adaptação Climática), iniciativa que conta com apoio da Bancada Nacional do Clima e que busca integrar ações de adaptação climática ao ambiente escolar.
Segundo o vereador, a proposta pretende contribuir para que as escolas estejam mais preparadas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, promovendo melhorias na infraestrutura para alcançar ambientes mais arborizados e ventilados.
“Por meio do Projeto Ecoa queremos escolas que ofereçam mais conforto térmico aos alunos, professores e toda a comunidade escolar. É um projeto que dialoga com o futuro da educação e da cidade, que já é referência pelo desenvolvimento sustentável”, afirmou Nei Prazeres.
Entre os participantes do encontro esteve a diretora de Assuntos Climáticos da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Hortolândia, Tainá Ferreira. Durante sua apresentação, ela destacou as ações já desenvolvidas pelo município para adaptação às mudanças climáticas.
“Este departamento é recente na Prefeitura, mas as ações de combate às transformações do clima na cidade não. Hortolândia está comprometida com adaptações climáticas e inclusive possui um Plano de Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, com diretrizes para serem tomadas na cidade buscando melhorias em diversas áreas”, afirmou.
A bióloga Fernanda Capuvilla, representante do Consimares (Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos), abordou medidas que podem ser implementadas para tornar as escolas mais sustentáveis e preparadas para eventos climáticos extremos. Ela apresentou dados que apontam que 40% das escolas da América Latina poderão ser impactadas pelo calor extremo nos próximos 50 anos.
“Precisamos nos preparar, pois as escolas já sofrem e sofrerão cada dia mais com as crises climáticas, como fortes chuvas e ondas de calor. Podemos fazer alterações para melhorar os espaços urbanos já existentes com algumas ações, buscando oferecer um espaço melhor para os estudantes”, destacou a especialista em gestão ambiental e MBA em Emergências Climáticas. Durante a apresentação, Fernanda também falou sobre a importância do contato das crianças com áreas verdes e do papel da escola na conscientização ambiental.
A secretária municipal de Educação, Simone Locatelli, apresentou iniciativas já desenvolvidas pela rede municipal de ensino relacionadas à educação ambiental. Segundo ela, o tema faz parte das propostas pedagógicas trabalhadas nas unidades escolares e é desenvolvido pelos educadores ao longo do ano letivo.
“Fazemos este tipo de trabalho na nossa Rede de Ensino porque acreditamos que isso possa mudar o futuro, e temos consciência do papel importante dessas crianças de agora para um mundo melhor”, afirmou.
Também participou do encontro o secretário executivo do Consórcio PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Francisco Lahóz. Ele abordou o conceito de ecoansiedade, sentimento relacionado à preocupação com os impactos das mudanças climáticas e da degradação ambiental.
“Temos muito o que fazer, e é bom ver que Hortolândia saiu na frente, pois já possui escolas sustentáveis, e a proposta do Projeto ECOA vai organizar melhor o trabalho feito na cidade”, ressaltou.
Para o presidente do Conselho Municipal Educação, José Pedro Alonso, o projeto é uma iniciativa necessária e pontual. “Articulado com os projetos pedagógicos das escolas e à proposta do vereador, esse percurso se torna significativo. A Educação é a base da sociedade”, afirmou Alonso.
O vice-presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Pedro Machado, que representou a sociedade civil no evento, avalia que o debate amplia conhecimentos e fortalece a causa ambiental. “Foi uma manhã de muito aprendizado e troca de informações com pessoas altamente qualificadas. Essa discussão nos mostra que o meio ambiente é uma camisa que todos têm que vestir”, disse Machado.
Sobre o Projeto de Lei ECOA
O Projeto de Lei ECOA (Escolas com Adaptação Climática) tem como objetivo promover a conscientização sobre as mudanças climáticas e implementar ações de adaptação nas escolas públicas. A proposta prevê a elaboração de planos escolares voltados à sustentabilidade e à resiliência climática, incluindo medidas relacionadas ao conforto térmico, climatização, ventilação e iluminação natural.
O projeto também contempla ações de prevenção a impactos causados por chuvas intensas, enchentes e inundações, além de incentivar a participação da comunidade escolar na construção das soluções. A proposta ainda prevê o fortalecimento da educação ambiental e a adoção de medidas que contribuam para a segurança e o bem-estar de estudantes e profissionais da educação.
A íntegra do Projeto de Lei ECOA pode ser acessada pelo link: [LINK]

ODS 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
A iniciativa está alinhada com a ODS 13 da ONU – Ação Contra a Mudança Global do Clima, garantindo a adoção de medidas urgentes para combater as mudanças climáticas e seus impactos.